Introdução
Muitos jovens jogadores pensam que a melhoria começa no campo de treinos. Mais exercícios, melhores horários, melhores treinadores. Mas a realidade é diferente. No meu tempo de jogador jovem e, mais tarde, de profissional, descobri que a força mental no futebol é frequentemente muito mais decisiva do que o próprio treino.
A questão não é apenas o que se treina.
A verdadeira questão é: o que é que se leva como jogador, para além do treino?

A prática - do futebol de rua ao ambiente profissional
Ao crescer em Inglaterra, tudo começava no pátio da escola e nas ruas. É aí que se aprende a criatividade, a dureza e a improvisação. Não através de um esboço, mas jogando. Ao perder. Começando de novo.
Nos amadores, entre os 12 e os 16 anos, as sessões de treino eram simples.
Alguns exercícios no parque.
Um pouco adequado.
Por vezes, alguma técnica.
Pequenos sprints ocasionais.
E depois disso? Festas. 6 contra 6. 7 contra 7.
Dependia sobretudo de quem aparecesse.
O que foi surpreendente:
Não houve praticamente nenhuma formação específica sobre o acabamento.
O posicionamento recebeu pouca atenção.
Havia pouca estrutura.
No entanto, os jogadores desenvolveram-se. Não por causa do sistema, mas apesar do sistema.
Mais tarde, quando entrei para a equipa profissional de jovens do Hull City, esperava uma abordagem totalmente diferente. Mais estrutura. Mais pormenores. Mais substância.
Mas não.
Também aí reparei numa coisa impressionante. Treinávamos frequentemente em grandes jogos, por vezes até 18 contra 18 numa sala.
Foi feito um treino de força ligeiro.
Treino ocasional de resistência no início da época.
Treino de velocidade - frequentemente em superfícies duras, o que não era o ideal.
Também aqui: pouca formação específica sobre tácticas.
Pouco desenvolvimento individual.
Pouca atenção a situações reais de jogo, como 11 contra 11, com papéis bem definidos.
E quando me tornei profissional?
A formação intensificou-se, mas os princípios básicos permaneceram os mesmos. Não houve novos conhecimentos espectaculares ou uma abordagem diferente.
A visão
Em suma, para ser sincero, na altura em que era um jovem profissional em Inglaterra, o programa de formação não me tornou melhor.
Isto pode parecer estranho, mas é a realidade.
Muitos jogadores da minha geração, mesmo nos grandes clubes, receberam uma formação semelhante. No entanto, apenas uma pequena parte conseguiu chegar ao mais alto nível.
Porquê?
Porque a força mental no futebol faz a verdadeira diferença.
O que eu vi, e o que eu próprio experimentei, foi isto:
nem todos tinham a mesma base.
Nem toda a gente tem a mesma motivação.
Nem toda a gente se manteve firme quando as coisas ficaram difíceis.
Os jogadores que se destacaram tinham algo de diferente.
Não é um programa de treino perfeito.
Mas uma base interior forte. Força mental inabalável: isso fez a diferença.
O que realmente importa no futebol e não só
O que acabou por me fazer avançar teve pouco a ver com a estrutura das sessões de treino.
Tinha a ver com o que eu era enquanto jogador.
As qualidades básicas específicas que possuía eram:
- Fisicamente forte
- Sempre o compromisso 100% nos jogos
- Rápido nos primeiros metros
- A vontade de vencer
- Nunca desistir, seja qual for a situação
- Forte no ar e poder de duelo
Não se trata de imóveis de luxo.
Estas são as fundações.
Os escuteiros analisam sempre as qualidades básicas específicas. Não uma, mas várias vezes. Eles querem ver consistência.
Porque a tecnologia pode ser desenvolvida.
As tácticas podem ser aprendidas.
Mas o carácter... vê-se logo isso.
E isto não é apenas verdade no futebol.
No trabalho.
Na liderança.
Na vida.
A questão continua a ser a mesma: como é que se reage sob pressão?
Primeiro as qualidades básicas, depois o resto
Na era atual, o treino em Inglaterra melhorou muito. Há uma maior concentração na técnica e na tática. Mais estrutura. Mais treino.
Mas uma coisa não mudou.
As qualidades básicas e a força mental continuam a determinar até onde se chega.
Pode ter o melhor treino, mas sem a mentalidade correta e a base física, não irá longe.
A minha verdadeira evolução, melhorando técnica e taticamente, não se deu em Inglaterra, mas na Holanda. É disso que trata o meu próximo blogue,
Aí, foi dada mais atenção:
- Visão tática
- Jogo de posição
- Aperfeiçoamento técnico
- Visão do jogo
Isso tornou-me mais completo como jogador.
Mas isso só foi possível porque as bases já existiam.
Este é um ponto importante que muitos jovens jogadores não compreendem.
Eles querem trabalhar em engenharia.
Querem melhorar os seus sistemas.
Mas esqueçam os alicerces.
Em suma: o sucesso no futebol não começa com o treino.
Começa com quem somos enquanto jogadores.
O ambiente correto ajuda.
Uma boa formação ajuda.
Mas sem uma base, não se chega lá.
Com as bases corretas, pode continuar a desenvolver-se independentemente do local onde se encontra.
É por isso que digo aos jogadores: se acharem que o vosso ambiente não vos ajuda a avançar, preparem-se para mudar de sítio, de cidade, de país.
A minha mudança para a Holanda fez-me melhorar como jogador.
Porque consegui lá o que me faltava antes.
Por vezes, temos de sair da nossa zona de conforto para crescermos realmente.
Pergunta: as suas bases estão em ordem?
Tem o básico?
Está a trabalhar o suficiente?
Dá o seu melhor nas competições?
Mantém-se firme quando as coisas ficam difíceis?
Estas são as perguntas que determinam até onde se chega.
Não o horário.
Não o exercício.
Mas a sua mentalidade.
No meu próximo blogue, contarei como o meu desempenho técnico e tático melhorou ao mudar-me para os Países Baixos.
Fique atento.

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Refletir sobre o seu próprio desenvolvimento: joga para provar ou para crescer?
O Próximo Objetivo não tem apenas a ver com o que se alcança, mas com quem nos tornamos ao longo do caminho.
Porque é que comecei o Next Goal
Com O próximo objetivo Quero partilhar estas mesmas histórias.
Não apenas o belo exterior do futebol, mas a realidade por detrás dele. As lições do balneário. O lado mental do jogo. A dinâmica da equipa. Os pequenos momentos que têm um grande impacto numa carreira.
Porque se queres realmente progredir no futebol, tens de compreender como o jogo é realmente jogado.
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Quer seja jogador, treinador, olheiro ou simplesmente amante do jogo: há sempre um próximo objetivo.
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Sobre Rob McDonald
Rob McDonald partilha via RobMcPro e o podcast O próximo objetivo O autor de "A história do futebol" é uma fonte de informação honesta sobre o mundo do futebol. Desde lições de balneário e dinâmica de equipa a força mental e desenvolvimento de carreira, as suas histórias ajudam jogadores, treinadores e adeptos de futebol a compreender melhor o jogo - dentro e fora do campo.
