Depois da minha primeira época na Holanda, tudo parecia encaixar. Tinha-me adaptado a um novo país, a um estilo de jogo diferente e a um ambiente completamente novo. Em campo, comecei a encontrar os meus pés e, fora dele, sentia-me cada vez mais em casa. No entanto, essa mesma época também mostrou um outro lado do desporto de alta competição.
Porque, apesar de nos termos saído bem a nível pessoal, fomos despromovidos com o FC Wageningen.
E, nesse preciso momento, começou o verdadeiro processo.
Não fisicamente.
Não em termos de futebol.
Mas por dentro.
Onde os sentimentos e a ambição colidem
A despromoção fez com que, de repente, tudo ficasse novamente em aberto. As escolhas que preferíamos adiar tornaram-se subitamente evidentes. E é exatamente isso que torna o desporto de alta competição tão exigente.
Por um lado, gostei imenso de Wageningen.
Eu tinha realmente construído algo lá.
Amigos.
Confiança.
Um sítio onde eu pudesse ser eu próprio.
Estas são coisas que não se deixam de lado.
Mas, ao mesmo tempo, também senti algo mais. Algo que foi ficando cada vez mais forte à medida que a época avançava.
A questão que se colocava era simples mas muito importante:
O que é que eu escolho para o meu futuro?
Ousar olhar para si próprio com honestidade
Olhando agora para trás, foi um dos momentos mais honestos da minha carreira. Porque podemos dizer qualquer coisa a nós próprios, mas, no fundo, muitas vezes sabemos exatamente o que sentimos.
E o meu sentimento era claro.
Não queria jogar futebol de primeira divisão, queria desenvolver-me mais. Foi para isso que vim para os Países Baixos!
Tinha feito uma boa época: treze golos, nenhum jogo perdido devido a lesões, e tinha mostrado que me podia adaptar ao futebol holandês.
Desde o primeiro dia, estabeleci um objetivo para mim próprio: queria ver até onde conseguia chegar nos Países Baixos.
E, nessas alturas, há que colocar a si próprio a questão:
Esta situação ainda se enquadra no objetivo que pretendo atingir?
A emoção de uma verdadeira escolha
O que muitas pessoas não conseguem ver é que não se trata apenas de uma decisão racional. Não se trata de uma simples soma de probabilidades e estatísticas.
É um processo em que os sentimentos e a ambição colidem.
Deixamos algo onde nos sentimos bem.
Onde as pessoas acreditam em si.
Onde se constroem memórias.
E, no entanto, tu sabes:
Se eu ficar aqui, também posso ficar preso no mesmo nível
Essa constatação torna-o excitante. Porque crescer não significa apenas ir a algum lado.
Significa também deixar algo para trás.
Depois veio Willem II
Nessa altura, o Willem II apareceu no meu caminho.
E, por vezes, sabe-se imediatamente: isto está certo, agora, para mim.
Através de Nol de Ruiter, entrei em contacto com o treinador Bert Jacobs. Essa conversa deu-me exatamente a sensação de que precisava para confirmar a minha escolha.
Não se trata de um passo atrás.
Esta não foi uma escolha segura.
Este foi um passo em frente
O Willem II ofereceu-me um ambiente em que eu podia desenvolver-me mais. Um nível mais elevado, um incentivo diferente e um treinador que olhava para além do aqui e agora.
Alguns clubes dão-lhe tempo de jogo.
Os outros clubes dão-nos uma perspetiva.
Para mim, Willem II foi o último.

O que aprendi com isto
Este período ensinou-me várias coisas que ainda trago comigo:
- O crescimento exige honestidade consigo próprio
- O bom desempenho dá-lhe opções, mas não dá qualquer orientação
- A escolha certa parece muitas vezes excitante, mas não confortável
- O desenvolvimento está no ambiente que escolher
- Por vezes, é preciso deixar algo de bom para melhorar
O que se pode aprender com isto enquanto jogador
Para os jovens jogadores, há aqui uma lição importante:
- O talento abre a porta, mas as escolhas determinam o seu percurso
- Pergunte a si próprio não só onde pode jogar, mas também onde pode crescer
- Ousar olhar para além da certeza ou do sentimento familiar
- Seja honesto quanto à sua ambição: quer competir ou progredir?
- Compreender que os verdadeiros passos são muitas vezes acompanhados de dúvidas
O seu próximo objetivo
Encontra-se numa encruzilhada no seu desenvolvimento?
Então esta pode ser a pergunta mais importante que pode fazer a si próprio:
👉 Eu escolho o que me parece correto...
Ou escolho o que me leva mais longe?
Porque é aí que reside a diferença.
Não em talento.
Não em felicidade.
Mas nas escolhas que fazemos quando as coisas ficam tensas.
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👉 https://robmcpro.com/basiskwaliteiten/waarom-the-next-goal/
FAQ (SEO)
Porque é que o Rob não queria jogar na primeira divisão?
Porque sentia que o seu desenvolvimento estava mais avançado e queria continuar a desafiar-se a um nível mais elevado depois de uma época forte.
Porque é que Willem II foi a escolha certa?
Porque o clube correspondia à sua ambição, oferecia-lhe um nível mais elevado e um ambiente em que podia desenvolver-se mais.
O que é que torna uma transferência difícil?
Não apenas a escolha desportiva, mas sobretudo o abandono do ambiente e das pessoas familiares.
O que é mais importante: o talento ou as escolhas?
O talento abre a porta, mas as escolhas que se fazem determinam até onde se chega.
